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Postado em 04 de Abril de 2017 às 00h00

Empresas familiares: o que a segunda geração precisa fazer para ter sucesso

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Ao longo de mais de 20 anos de trabalho, tivemos a experiência de acompanhar processos de sucessão e perceber os impactos na comunicação. A segunda geração é tema de tantas rodas de conversa, trazemos nesse post um pouco do nosso ponto de vista.

Assumir o controle de um negócio em funcionamento, que há vários anos contenha uma carga histórica importante para a família, e ter a incumbência de fazê-lo continuar próspero é um desafio que exige tanto energia como profissionalização. Na troca do comando de empresas familiares, algumas delas (empresas e famílias) podem vivenciar seus maiores momentos de turbulência.

É sobre como atravessar esse mar mais agitado que dedicamos algumas linhas e ideias que podem fazer a diferença no momento de receber o bastão.

Os antigos e os novos

Empresas que conseguem se manter de pé por vários anos seguidos merecem muita admiração e respeito, principalmente em mercados que cobram altos investimentos e que talvez tenham uma legislação mais inibidora.

Sendo assim, a geração que estruturou e conseguiu regular o negócio detém o pioneirismo, a visão de mercado e a experiência que foram suficientes para que tudo tenha chegado onde está.

Contudo, os novos gestores costumam trazer energia e ideias frescas para revitalizar e modernizar o ambiente, processos, produtos e serviços.

A preparação

É preciso que o ritmo entre ambas as gerações, em algum momento, seja exatamente o mesmo para evitar uma falta de sinergia que possa deixar o comando conturbado e sem muita direção clara ou, por outro lado, em meio à sensação de falta de um responsável.

Para que esse tipo de problema não ocorra, é muito importante que se tenha uma preparação de ambas as partes. A transição da gestão tem que ter atribuições de responsabilidades claras, prazos e avaliações constantes do plano de ação.

A disputa de poder

Um outro ponto que merece muita atenção é uma possível disputa de poder. Sabendo que somente a linhagem sucessória não pode garantir capacidades gerenciais, união de interesses e preparação técnica e psicológica para que se possa assumir os negócios de empresas familiares, é preciso discutir abertamente e deixar claros os plano da sucessão.

Direitos, preferências e afinidades, assim como o planejamento de futuro do negócio, devem ser considerados e, depois de definidos os rumos, feita a programação para que os gestores mais antigos abram espaço e ensinem os novos.

Evitar brigas de poderes entre os membros da família é necessário para que se consiga afastar três possíveis consequências: o esfacelamento do negócio perante possíveis brigas e discussões, o rompimento e o desajuste das relações familiares e uma chance de que, mediante a instalação de desentendimentos, o negócio seja vendido a preços irrisórios para terceiros.

A transição

Além da necessidade de os mais antigos ensinarem os pilares, os valores e os segredos do negócio aos mais novos, a estes cabe uma preparação profissional adequada. 

Há que se fazer também uma revisão de todas as contas da empresa de maneira que nada fique esquecido ou escondido a ponto de criar grandes problemas futuros.

Por isso, rever toda a parte contábil, tributária, societária e legal é responsabilidade que deve ser encarada com a devida atenção, desde o preparatório para a transição até a finalização desse processo.

O negócio e a família

Fazer uma separação bem rigorosa de assuntos familiares e temas de trabalho e gestão é de extrema importância para garantir a sobriedade necessária para resolver assuntos ligados à empresa. 

Entretanto, é um fato que as famílias que conseguem manter um clima mais harmonioso têm mais sucesso no momento de transição das gerações nos negócios.

Isso ocorre porque a maturidade da relação afetiva consegue ajudar a manter uma condição mais favorável para o debate e a tomada de decisões administrativas com maior profundidade e também responsabilidade. Afinal, saber se relacionar ajuda tanto na vida pessoal como na profissional.

O passo a passo

Algumas empresas familiares, no momento da transição de gerações, contratam serviços de consultoria para garantir melhor chance de sucesso. Essa pode ser uma ideia interessante, pois uma opinião especializada e de fora do contexto tende a ser ouvida com mais imparcialidade e atenção.

O importante é que, com ou sem a ajuda de pessoas de fora, o processo de sucessão seja bem planejado com uma mudança de comando gradativa e sempre de olho nos indicadores de resultados da empresa.

Os planos para o futuro

Com relação à marca e à sua projeção futura, cabe uma conversa à parte. Toda empresa é feita de pessoas, muito trabalho e metas. Assim, os fundadores de um negócio sempre vislumbram um futuro para ele, e essa visão precisa ser bem discutida com as futuras gerações.

A missão, a visão e os valores da marca do negócio são compartilhados pelos sucessores? O que pode ser mudado? Onde há espaços para melhorias? Tanto os novos como os mais antigos acreditam nas mesmas coisas? Até onde vai o apego e o orgulho de cada um?

Desse debate devem sair respostas que façam sentido, que deixem a antiga geração orgulhosa e a nova inspirada para que o porvir das empresas familiares guarde tão boas perspectivas pela frente como já teve a oportunidade de colher resultados satisfatórios.

Pode ser, por exemplo, que exista espaço, e até mesmo uma necessidade, para o reposicionamento da marca ? revitalização de setores, produtos, serviços e mesmo a reengenharia dos cargos e funções.

O importante é que tudo seja feito com consciência e cuidado, evitando que algumas coisas acabem sendo empurradas com a barriga. É muito trabalho e atenção, mas que valerão a pena para garantir a sobrevivência do negócio.

As perspectivas

Resolvidos esses pontos, definem-se as melhores ferramentas de diagnóstico empresarial para um processo de transição profissional e bem coordenado. Estabelece-se, em seguida, uma linha de comunicação estratégica, tanto para o público interno como para o externo, mantendo as melhores partes da cultura organizacional. 

Assim, o seu negócio terá fortes chances de sobreviver e continuar prosperando para que outras gerações venham e continuem o legado de sucesso da família.

Depois de passar por vários pontos de atenção, problemas usuais das empresas familiares, táticas que podem e devem ser adotadas para solucionar todas as questões que envolvem esse movimento de transição gerencial, gostaríamos de convidar você a assinar a nossa newsletter.

Temos sempre matérias relevantes para quem gosta de assuntos como administração, estratégia, comunicação e gestão de marcas.

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