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Postado em 08 de Março às 14h30

ESG além dos números: a verdadeira importância das práticas ambientais, sociais e de governança

Conteúdo (124)

A sigla ESG remete aos cuidados com o meio ambiente, responsabilidade social e governança na gestão de uma empresa.

O que tem de novo aí é que o ESG não é sobre a narrativa que a companhia cria (a propaganda), e sim sobre ações, pois está cada vez mais difícil simular uma preocupação verdadeira.

Por outro lado, a argumentação em favor dos aspectos ambiental, social e governança ainda fica muito restrita aos números, ou seja, à vantagem financeira que vem como consequência.

Siga com a leitura que explicaremos melhor a seguir.

O Que É ESG?

ESG quer dizer Environmental, Social, and Corporate Governance. Traduzindo: Ambiental, Social e Governança Corporativa. O termo é usado para medir as práticas de uma organização em relação aos três aspectos:

  • Ambiental: preocupações em relação ao desmatamento, poluição, biodiversidade, energias renováveis, gestão de resíduos, aquecimento global, etc.
  • Social: preocupação com as pessoas (bem-estar, saúde, renda, direitos humanos, diversidade, segurança, etc.).
  • Governança: conjunto de processos, normas e estruturas administrativas que garantem consistência e continuidade nas boas práticas.

A ideia é avaliar os esforços que a empresa empenha para minimizar os problemas ambientais e sociais de seu entorno. Se ela realmente está preocupada com essas questões, existem ações e processos que tornam essa preocupação visível.

Por isso, o ESG tem a ver também com transparência, mostrar o que é feito da porta para dentro para melhorar o que está do lado de fora.

ESG e Comunicação

O termo ESG é usado principalmente no contexto do mercado financeiro. Afinal, surgiu em 2005, no relatório Who Cares Wins, produzido por uma iniciativa que reuniu diversas empresas do setor financeiro.

Hoje, o assunto é bastante abordado por analistas de investimento, que recomendam apostar em ações de empresas com políticas fortes nessas áreas, pois elas tendem a se valorizar mais.

Mas não são apenas as grandes companhias de capital aberto que devem se preocupar com ESG, e sim qualquer empresa, não importa qual o seu tamanho.

Basta entender que estamos falando em práticas de gestão, e não em comunicação — ela vem depois. Deve-se primeiro absorver internamente a preocupação com os temas ESG e transformá-los em prática.

Só depois que os conceitos se solidificaram na organização é que entra em cena a comunicação, divulgando isso tudo para os stakeholders.

Se a empresa inverter a ordem — ou seja, preocupar-se com a comunicação antes de transformar os cuidados com ESG em realidade —, ela provavelmente estará praticando o greenwashing.

Isto é, seguindo um mero modismo, atribuindo à marca um apelo sustentável que não se justifica nas ações práticas da organização.

Não é só sobre os números

A principal narrativa em defesa do ESG é financeira. São citadas pesquisas e mais pesquisas indicando a preferência do público jovem por consumir produtos e serviços sustentáveis e a valorização das ações de empresas que seguem estes preceitos.

São ótimos argumentos, sem dúvida, mas a importância dos cuidados com o meio ambiente e com questões sociais transcende os números, e precisamos falar mais sobre isso.

Caso contrário, ficaremos reféns desses números e suscetíveis a outras narrativas que talvez exibam cifras ainda mais atrativas, mas que nos levariam para uma direção contrária.

A verdade é que ESG é um tema importante não por causa do potencial de lucro atribuído a ele, e sim por conta de atributos que não podemos colocar na calculadora, mas conseguimos sentir: bem-estar, conforto, paz, alegria, satisfação e alívio em ver que o mundo está sendo bem cuidado.

Nossa sugestão é esquecer por um instante a seguinte lógica:

"Qual perfil de empresa vai me trazer os melhores resultados?"

Em vez disso, tente fazer a seguinte pergunta:

"A que tipo de empresa eu teria orgulho de me associar?"

"Associar", aqui, não precisa ser no sentido literal, comprando ações. Você também pode se associar a uma marca como colaborador, parceiro, fornecedor ou cliente.

Como melhorar seu padrão ESG?

É importante entender que implementar boas práticas de governança e cuidados socioambientais não é nada simples.

Envolve um processo de transformação cultural, que não acontece da noite para o dia.

Na condição de clientes, precisamos aprender a reconhecer não somente o resultado prático imediato, mas também os esforços e a intenção da companhia.

Já os gestores e administradores precisam encarar o alto padrão ESG como uma jornada, que começa com a reflexão, autoconhecimento e, sobretudo, honestidade.

Quer levar essa conversa adiante e saber como a sua empresa está nessa jornada? Marque uma conversa com a gente!

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