|
A empresa humanizada é a que leva em consideração todas as dimensões do ser humano — tanto no público interno quanto externo. E a Incomum é uma dessas empresas.
Máquinas estão ficando cada vez mais espertas e independentes. Automação, inteligência artificial, machine learning? Tudo isso já é realidade. Até hoje, porém, nenhuma grande empresa conseguiu substituir todos os seus colaboradores por robôs — o que provavelmente nunca acontecerá.
O que é uma empresa humanizada?
Para Stela, a empresa humanizada é a que leva em consideração todas as dimensões do ser humano — tanto no público interno quanto externo. E a Incomum é uma dessas empresas.
Ariel Cardozo é redator na Agência Incomum e coloca o seu ponto de vista sobre o assunto e sua rotina diária: “A maior diferença que eu senti no jeito Incomum de se trabalhar é na maneira com que os meus impulsos negativos acabam sendo inibidos. Nós ficamos boa parte do nosso dia no mesmo lugar e com as mesmas pessoas, é normal que existam frustrações, pessoais ou profissionais, e que isso seja percebido e potencialmente contamine outras pessoas. Mas daí tu olhas para o lado e vê que o colega tá dando o máximo, ou troca uma ideia com o líder e vê que ele quer mesmo ajudar. Tu empatizas com os problemas deles e as cobranças que eles recebem. E eu internalizei isso, eu acho. Por isso que eu acredito que se perpetue. A pessoa que se sentir frustrada e olhar pra mim vai me encontrar focado em concluir minha tarefa. E, ao que tudo indica, também vai se motivar.”
As empresas humanizadas tentam derrubar essa ideia e funcionar de maneira mais colaborativa, com envolvimento e engajamento verdadeiros do empregado com os desafios e oportunidades com os quais a organização se depara. Aliás, “empregado” é outro termo que não vem representando bem esse novo pensamento.
Essa é a visão de Raj Sisodia, David Wolfe e Jag Sheth, autores do livro Empresas Humanizadas — Pessoas, Propósito e Performance, publicado no país pelo Instituto Capitalismo Consciente Brasil.
Como exemplo, o livro cita a escolha entre maiores salários para os empregados versus maiores lucros para os investidores versus preços mais baixos para os clientes. Em uma empresa humanizada, esse dilema não existe, pois o modelo de negócio já prevê o alinhamento de todos esses — e de outros tantos — interesses.
O ponto de partida para criar uma empresa humanizada é ouvir o que os colaboradores têm a dizer. Crie espaços de diálogo horizontais entre pessoas de todas as áreas, sempre com a comunicação não violenta como norte.
“Não devemos ter o objetivo de reconhecimento, mas sim uma consciência, uma postura. Assim, tudo acaba acontecendo de forma natural”, resume Stela, lembrando da velha dica que nunca perde a utilidade: “Faça a coisa certa mesmo quando ninguém estiver olhando”.